Hospital São Camilo: neurocirurgia de nervos periféricos em SP
Médico especialista em Nervos Periféricos no Brasil.

Dr. Thomas Marcolini - Neurocirurgião para Lesões de Nervos

Thomas Marcolini • April 3, 2024

Síndrome do pé caído: tem tratamento? Causas, sintomas e o que fazer

O que é a síndrome do pé caído?

Pé enfaixado após cirurgia para tratamento da síndrome do pé caído

O pé caído é a dificuldade de levantar a ponta do pé. Quem tem o problema sente que o pé “arrasta” no chão e, para não tropeçar, levanta o joelho mais alto ao andar. Muitas vezes dá até para ouvir o pé “batendo” no chão a cada passo.

Na maioria das vezes, o pé caído não é uma doença em si. Ele é um sinal de que algo está atrapalhando o nervo que comanda os músculos que levantam o pé, quase sempre o nervo fibular (também chamado de nervo fibular comum ou nervo peroneiro).

E a pergunta que todo mundo faz: tem cura? Depende da causa e do tamanho da lesão. Quando o nervo foi apenas comprimido e o problema é tratado a tempo, muita gente se recupera bem. Quando a lesão é maior, o nervo nem sempre volta a ser como antes, mas existem tratamentos que melhoram muito a forma de andar e a qualidade de vida. Por isso, o mais importante é buscar uma avaliação cedo.

Quais são as principais causas do pé caído?

Descobrir a causa é o primeiro passo, porque ela define o tratamento. Veja as mais comuns:

Pressão no nervo, perto do joelho

Cruzar as pernas por muito tempo, ficar de cócoras ou ajoelhado, usar gesso ou tala apertada e emagrecer muito rápido podem comprimir o nervo fibular.

Traumas e cirurgias

Fratura ou luxação do joelho, cirurgia no joelho ou no quadril, cortes e pancadas na lateral da perna podem machucar o nervo.

Problemas na coluna

Uma hérnia de disco na lombar pode apertar a raiz do nervo que comanda o movimento de levantar o pé.

Diabetes e doenças dos nervos

Algumas doenças deixam os nervos mais frágeis e mais sensíveis à pressão, o que facilita o aparecimento do pé caído.

Cistos e tumores perto do nervo

Crescimentos próximos ao nervo, geralmente benignos, podem pressioná-lo aos poucos. O exame de imagem ajuda a encontrar.

Problemas no cérebro ou na medula

AVC, esclerose múltipla e outras doenças também podem causar pé caído. Nesses casos, o tratamento é diferente do de uma lesão no nervo.

Quer entender melhor o principal nervo envolvido? Saiba mais sobre o nervo fibular.

Qual médico trata o pé caído?

Pé de paciente em leito hospitalar, tratamentos do Dr. Thomas Marcolini para síndrome do pé caído

Muita gente passa por vários médicos antes de achar a resposta. Isso acontece porque o pé caído pode nascer em lugares diferentes: no cérebro, na coluna ou no próprio nervo da perna.

O neurocirurgião que atua em nervos periféricos, como eu, cuida dos nervos que já saíram da coluna. Ele descobre onde está o problema, pede os exames certos e indica o melhor caminho: acompanhamento, fisioterapia, órtese ou cirurgia. Em muitos casos, o tratamento é feito em equipe, junto com ortopedista, neurologista, fisiatra e fisioterapeuta.

Quando procurar um neurocirurgião que atua em nervos periféricos?

Dr. Thomas Marcolini e equipe cirúrgica operando, especialistas em nervo fibular e síndrome do pé caído

Nervos machucados respondem melhor ao tratamento quando o problema é descoberto cedo. Procure um médico o quanto antes se você notar:

  • fraqueza ou dormência que não passa no pé ou na perna;
  • dificuldade de levantar o pé ou os dedos;
  • tropeços frequentes ou necessidade de levantar muito o joelho para andar;
  • sintomas que pioram com o passar do tempo;
  • calcanhar cada vez mais “duro”, com dificuldade de apoiar o pé no chão;
  • um médico que disse que “vai ficar assim” e não apresentou nenhum plano de tratamento.

Nunca aceite que não há mais nada a fazer sem antes passar por uma avaliação completa.

Quando buscar atendimento de urgência

Vá ao pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192) se o pé caiu de repente e vier junto com fraqueza ou formigamento no rosto ou no braço, boca torta, dificuldade para falar, confusão ou dor de cabeça muito forte. Esses podem ser sinais de AVC.

Também procure urgência se houver fraqueza nas duas pernas junto com dor forte nas costas, dormência na região íntima ou perda de controle da urina ou das fezes.

Como é feito o diagnóstico do pé caído?

O diagnóstico começa na conversa e no exame físico. O médico observa como você anda, testa a força do pé e dos dedos e verifica se a sensibilidade está diminuída. Depois, podem ser pedidos exames como:

  • Eletroneuromiografia: mostra se o nervo está machucado, em que ponto e com que gravidade;
  • Ressonância magnética: da coluna lombar ou do joelho, para procurar hérnia de disco, cistos ou compressões;
  • Ultrassom de nervo: mostra o nervo em tempo real e ajuda a achar compressões, cicatrizes e lesões.

O mais importante é descobrir a causa. Tratar só o sintoma, sem saber o motivo, faz você perder tempo precioso.

Quais são os tratamentos para o pé caído?

Pé enfaixado em leito hospitalar após tratamento cirúrgico da síndrome do pé caído

O tratamento depende da causa, do grau da lesão e de há quanto tempo ela existe. As principais opções são:

  • Tirar a causa e observar: quando o nervo foi apenas comprimido, às vezes basta aliviar a pressão (como trocar um gesso ou uma tala apertada e evitar cruzar as pernas) e acompanhar a melhora;
  • Fisioterapia: mantém o tornozelo solto e fortalece os músculos que ainda funcionam;
  • Órtese (tala): uma pequena tala que segura a ponta do pé e evita tropeços enquanto o nervo se recupera, ou quando ele não volta;
  • Cirurgia no nervo: para soltar o nervo preso (descompressão), consertar ou enxertar um nervo cortado, ou transferir um nervo em casos selecionados;
  • Cirurgia nos tendões: quando o nervo não se recupera a tempo, é possível transferir um tendão para levantar o pé e soltar o calcanhar muito rígido (alongamento do tendão de Aquiles).

Não é só cirurgia! Muitos casos melhoram sem operar e, quando a cirurgia é indicada, ela é apenas uma parte do plano.

Dicas práticas para o dia a dia com pé caído

Pequenos cuidados ajudam a evitar quedas e a proteger o nervo e o pé enquanto você faz o tratamento:

  1. 1

    Deixe a casa mais segura

    Tire tapetes soltos e fios do chão, use luz noturna no caminho do banheiro e prefira calçados fechados, com sola firme. Evite andar de chinelo.

  2. 2

    Não force o nervo

    Evite cruzar as pernas por muito tempo e ficar de cócoras ou ajoelhado por longos períodos. Essas posições apertam o nervo fibular, perto do joelho.

  3. 3

    Use a tala do jeito certo

    Se o médico indicou uma órtese, use meias macias, sem costura, e um calçado que acomode bem a tala. No fim do dia, olhe a pele para ver se há vermelhidão.

  4. 4

    Olhe seus pés todos os dias

    Com a sensibilidade diminuída, uma bolha ou uma ferida pode passar despercebida. Confira a pele, o espaço entre os dedos e o calcanhar.

  5. 5

    Mantenha o tornozelo solto

    Faça os alongamentos de panturrilha e os exercícios que o fisioterapeuta ensinou. Isso evita que o calcanhar fique cada vez mais duro.

  6. 6

    Cuide da saúde em geral

    Controle o diabetes, evite emagrecer rápido demais sem acompanhamento e não espere o problema “passar sozinho”. Quanto antes a avaliação, melhores as chances.

Por que o tratamento costuma envolver mais de um profissional?

Cada caso de pé caído é diferente. Há casos leves, que melhoram com o tempo, e casos graves, em que o nervo precisa de cirurgia. Por isso, o ideal é um plano feito sob medida e com acompanhamento de perto, que pode incluir avaliação neurológica, exames de imagem, fisioterapia e, quando necessário, cirurgia.

Você está fazendo um tratamento correto e confiável neste momento? Se tiver dúvida, agende uma consulta comigo, Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos, pelo botão de WhatsApp mais abaixo.

Homem levantando a perna com dificuldade diante de outras pessoas, ilustrando dificuldade ao caminhar da síndrome do pé caído

Perguntas frequentes sobre o pé caído

Pé caído tem cura?

Depende da causa e do grau da lesão. Quando o nervo foi apenas comprimido e a pressão é aliviada a tempo, muita gente se recupera bem. Em lesões maiores, o nervo pode não voltar a ser como antes, mas há tratamentos (órtese, fisioterapia, cirurgia no nervo ou nos tendões) que melhoram muito o andar. Só uma avaliação médica mostra qual é o seu caso.

Quanto tempo o nervo demora para se recuperar?

Os nervos se regeneram devagar, em geral cerca de 1 milímetro por dia. Por isso, a recuperação pode levar meses. Se não houver sinais de melhora no tempo esperado, vale conversar sobre cirurgia, porque o músculo que fica muito tempo sem comando pode perder a capacidade de responder.

Qual médico devo procurar para tratar o pé caído?

O neurocirurgião que atua em nervos periféricos avalia lesões e compressões nos nervos. Dependendo do caso, o tratamento também envolve ortopedista, neurologista, fisiatra e fisioterapeuta.

Pé caído pode ser sinal de AVC?

Em alguns casos, sim. Se o pé caiu de repente e há fraqueza no rosto ou no braço, dificuldade para falar ou confusão, vá imediatamente ao pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192).

Todo pé caído precisa de cirurgia?

Não. Muitos casos melhoram com observação, fisioterapia e órtese. A cirurgia é indicada em situações selecionadas, como nervo cortado, compressão que não melhora ou falta de recuperação com o passar do tempo.

Cruzar as pernas pode causar pé caído?

Cruzar as pernas por muito tempo, ficar de cócoras ou ajoelhado pode comprimir o nervo fibular, perto do joelho. Em geral, isso é passageiro e melhora ao mudar de posição, mas, se a fraqueza continuar, procure uma avaliação.

Como agendar uma consulta?

Atendo de forma particular, presencialmente em Curitiba e em São Paulo, e também por teleconsulta, em português, inglês ou espanhol. Para agendar, use o botão de WhatsApp logo abaixo.

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Aviso importante

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta com um médico. Não use estas informações para se diagnosticar ou se tratar sozinho. Cada caso é único e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Fontes

  1. Mayo Clinic. Foot drop: symptoms and causes. mayoclinic.org
  2. Dy CJ, Inclan PM, Matava MJ, Mackinnon SE, Johnson JE. Current Concepts Review: Common Peroneal Nerve Palsy After Knee Dislocations. Foot Ankle Int. 2021;42(5):658-668. doi:10.1177/1071100721995421
  3. Kumar S, Mangi MD, Zadow S, Lim W. Nerve entrapment syndromes of the lower limb: a pictorial review. Insights Imaging. 2023;14(1):166. doi:10.1186/s13244-023-01514-6

Sobre o autor

Dr. Thomas Marcolini

Neurocirurgião que atua em nervos periféricos

CRM/PR 33811 RQE/PR 26510 CRM/SP 241641 RQE/SP 113003

Atendimento particular, presencial em Curitiba e em São Paulo e por teleconsulta, em português, inglês ou espanhol.

Conteúdo revisado em outubro de 2026.

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Dr. Thomas Marcolini, especialista em nervos periféricos

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