Hospital São Camilo: neurocirurgia de nervos periféricos em SP
Médico especialista em Nervos Periféricos no Brasil.

Dr. Thomas Marcolini - Neurocirurgião para Lesões de Nervos

Por Dr. Thomas Marcolini • October 16, 2022

Cirurgia para dor neuropática em Curitiba: como o neuroestimulador pode aliviar sua dor

Sente choques, queimação ou formigamento que não passam, mesmo com remédios e fisioterapia? Isso pode ser dor neuropática, uma dor que nasce no próprio nervo. Neste guia, em linguagem simples, você vai entender o que é essa dor, quando a cirurgia pode ser considerada e como funciona o implante de neuroestimulador (também chamado de eletrodo para dor).

Por Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos. CRM/PR 33811 · RQE/PR 26510 | CRM/SP 241641 · RQE/SP 113003. Atualizado em outubro de 2026.

Resumo rápido

  • Dor neuropática nasce no próprio nervo: causa choques, queimação e formigamento sem uma nova lesão.
  • O neuroestimulador, também chamado de eletrodo, é um aparelho pequeno que envia energia suave e “abafa” o sinal da dor.
  • Ele não cura a causa da dor: o objetivo é reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida.
  • É considerado quando remédios, fisioterapia e reabilitação não foram suficientes.
  • Existem 3 tipos: medular (SCS), gânglio da raiz dorsal (DRG) e nervo periférico (PNS). A escolha depende de onde dói.
  • Se você não gostar do resultado, o aparelho pode ser desligado ou retirado.
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Eletrodo de neuroestimulação medular utilizado no tratamento cirúrgico da dor neuropática

O que é dor neuropática?

Dor neuropática é a dor causada por um problema no próprio nervo, e não por uma pancada ou inflamação. O nervo fica “desregulado” e manda sinais de dor ao cérebro mesmo sem ter sofrido um novo machucado.

Ela pode surgir depois de lesões de nervo ou da medula espinhal, diabetes (neuropatia diabética), hérnia de disco, cirurgias, herpes-zóster, esclerose múltipla e outras doenças neurológicas. Como a origem é diferente, os analgésicos comuns nem sempre funcionam. Com o tempo, a dor também prejudica o sono e pode causar cansaço e ansiedade.

E a dor crônica? Quando é hora de procurar ajuda

Dor crônica é aquela que dura mais de 3 a 6 meses. Ou seja: o “machucado” já cicatrizou, mas a dor continua. Ela costuma ter estas características:

  • Duração: persiste por mais de 3 a 6 meses.
  • Intensidade: vai de um desconforto leve a uma dor forte e incapacitante, muitas vezes maior do que a lesão explicaria.
  • Impacto na vida: atrapalha o trabalho, o sono, os relacionamentos e o lazer.
  • Pouca resposta ao tratamento comum: remédios, fisioterapia e repouso nem sempre resolvem.
  • Lado emocional: estresse, ansiedade e depressão são comuns e podem piorar a percepção da dor.

A dor neuropática e a dor crônica são “silenciosas”: por fora, a pessoa parece bem. Muitos pacientes já ouviram “mas você nem tem cara de dor”. Sua dor é real e merece uma avaliação cuidadosa. O primeiro passo é descobrir se ela é neuropática, crônica ou as duas coisas.

Principais sintomas da dor neuropática

Veja se você se identifica com algum destes sinais. Se tiver vários deles por mais de algumas semanas, vale conversar com um médico.

1

Choques, como pequenas descargas elétricas

2

Queimação

3

Formigamentos

4

Sensação de inchaço

5

Dormência

6

Dor ao toque, mesmo leve (como o da roupa)

7

Alteração da cor da pele de braços e pernas

8

Desânimo e tristeza ligados à dor

Dica útil: faça um diário da dor

Durante 2 semanas, anote e leve para a consulta:

  • Horário e local da dor
  • Nota de 0 a 10 para a intensidade
  • O que piora e o que melhora
  • Remédios usados e o efeito de cada um
  • Como foi o seu sono
Procure um pronto-socorro se…

a dor vier junto com perda súbita de força, perda do controle da urina ou das fezes, febre alta ou depois de uma queda ou trauma importante.

Dor e formigamento na mão: sintoma de neuropatia periférica

Como se trata a dor neuropática?

O tratamento costuma começar com medicações e reabilitação e vai avançando, passo a passo, conforme a sua resposta. Veja as principais opções:

1

Medicações

Remédios como pregabalina, gabapentina e nortriptilina podem ajudar. Use somente com orientação médica: nunca troque ou suspenda por conta própria.

2

Adesivos e cremes

Produtos com medicação agem direto na área dolorida e podem ajudar em dores mais localizadas.

3

Fisioterapia e terapia ocupacional

Exercícios e técnicas de reabilitação ajudam a manter o movimento, a força e a função.

4

Tratar a causa

Controlar o diabetes, tratar uma hérnia de disco ou aliviar a compressão de um nervo pode reduzir a dor.

5

Bloqueios e radiofrequência

O nervo afetado pode receber uma infiltração (bloqueio) ou radiofrequência, que usa calor controlado para reduzir o sinal de dor.

6

Neuroestimulação

Quando os passos anteriores não bastam, um eletrodo estimula os nervos ou a medula para reduzir a dor. É o tema principal deste guia.

Lembre-se

Cada caso é único. O melhor tratamento combina a causa da sua dor, o seu histórico de saúde e os seus objetivos de vida.

O que é um eletrodo de neuroestimulação para dor?

É um dispositivo colocado perto dos nervos (ou da medula) que causam a dor. Ele envia uma energia bem pequena que ajuda a “abafar” o sinal doloroso.

Pense numa criança que bate o braço no balanço: a mãe massageia ao redor da batida e a dor diminui. O eletrodo funciona de forma parecida: ele “distrai” o sistema nervoso e reduz a sensação de dor.

Quais são os 3 tipos de neuroestimulador?

Existem três tipos principais de eletrodo para dor crônica. Cada um usa uma abordagem diferente e serve para um padrão de dor. Vamos explicar de forma simples:

1. Estimulação medular (SCS)

O eletrodo é colocado ao longo da medula espinhal. Ele emite pulsos elétricos que alteram os sinais de dor que sobem pela medula, ajudando a diminuir a sensação de dor. A estimulação medular costuma ser uma opção para dores em áreas mais amplas, como pernas, pés, coxas e quadris, ou seja, quando a dor não está em um único ponto. Na imagem abaixo, veja como a placa do eletrodo alcança vários nervos de uma só vez.

Raio-x mostrando eletrodo de estimulação medular (SCS) implantado na coluna para tratamento da dor crônica

2. Estimulação do gânglio da raiz dorsal (DRG)

O eletrodo fica perto dos gânglios da raiz dorsal: pequenos aglomerados de células nervosas, ao lado da medula, que ajudam a levar o sinal de dor até o cérebro. Ao estimulá-los, o aparelho ajuda a bloquear a dor antes que ela chegue ao cérebro. O DRG é muito útil para dores em regiões mais específicas, como pernas, tornozelos e pés, porque podemos escolher com precisão o ponto da estimulação.

Raio-x mostrando implante de eletrodo no gânglio da raiz dorsal (DRG) para tratamento da dor neuropática

3. Estimulação do nervo periférico (PNS)

O eletrodo é colocado perto de um nervo específico: aquele que leva a dor até a região incomodada. É uma opção para dores bem localizadas, como no ombro, no joelho, na meralgia parestésica, na dor cluneal e no neuroma doloroso. Em geral é menos invasivo e, em alguns sistemas, não precisa de gerador e bateria implantados. Assista ao vídeo abaixo.

Qual é o melhor eletrodo?

Nenhum tipo é melhor para todos os casos. A escolha depende do tipo de dor e do local onde ela aparece. O Dr. Thomas realiza os três procedimentos e não tem preferência por marca, justamente para indicar o aparelho certo para cada paciente.

Um exemplo: em estudos com pacientes com síndrome dolorosa complexa regional (SDCR) na perna e no pé, o DRG teve resultados melhores do que a estimulação medular tradicional (veja as fontes no fim da página). Já o eletrodo de nervo periférico é uma opção para dores como meralgia parestésica, dor cluneal e neuroma doloroso.

Veja o resumo comparativo abaixo.

SCS

Medular

Onde fica Ao longo da medula espinhal.
Costuma ser indicado para Dor em áreas amplas: pernas, pés, coxas e quadris.
Gerador e bateria Sim, sob a pele.
DRG

Gânglio da raiz dorsal

Onde fica Perto dos gânglios da raiz dorsal, ao lado da medula.
Costuma ser indicado para Dor em regiões mais específicas: pernas, tornozelos e pés, e SDCR.
Gerador e bateria Sim, sob a pele.
PNS

Nervo periférico

Onde fica Junto ao nervo que leva a dor até a região incomodada.
Costuma ser indicado para Dor bem localizada: ombro, joelho, meralgia parestésica, dor cluneal e neuroma doloroso.
Gerador e bateria Não: só o cabo fino é implantado. Um acessório externo (cinto ou colete) fica encostado na pele.

Quer saber qual tipo combina com a sua dor?

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Onde o aparelho fica? Precisa de bateria?

Os eletrodos medular e DRG são ligados por um cabo a um gerador com bateria, colocado sob a pele. Dependendo da marca e do modelo, a bateria pode ser recarregada por indução (com um cinto) ou durar vários anos e ser trocada em uma nova cirurgia. Nos modelos de bateria não recarregável, a vantagem é a comodidade: você não precisa carregar o aparelho todos os dias.

No eletrodo de nervo periférico (PNS), apenas o cabo fino que estimula o nervo fica implantado, sem gerador e sem bateria. Isso é bom para quem prefere evitar o gerador, por estética ou por sentir dor no local dele. Em contrapartida, uma antena precisa ficar encostada na pele para o aparelho funcionar, então a pessoa leva o acessório (como um cinto ou colete) com ela. Quer ver como é? Veja as fotos abaixo.

Colete acessório usado para carregar a bateria do eletrodo estimulador de nervo periférico

O que fica dentro do meu corpo?

Com o eletrodo medular ou DRG, ficam no corpo o gerador e o cabo com o eletrodo na ponta, como mostra a imagem abaixo. Com o eletrodo de nervo periférico (PNS), fica apenas o cabo com o eletrodo, sem nenhum aparelho maior.

Neuroestimulador com gerador e cabo de eletrodo usado no tratamento da dor neuropática

Como é a cirurgia de implante de eletrodo em Curitiba?

A cirurgia é feita em hospital, com anestesia geral, e o paciente costuma ficar internado por cerca de um dia. Veja como acontece, passo a passo:

  1. Anestesia geral

    Você dorme durante todo o procedimento. A posição (de barriga para baixo ou para cima) depende do tipo de aparelho que será implantado.

  2. Preparo e acesso

    A pele é limpa e o médico faz um pequeno corte para chegar ao local escolhido.

  3. Colocação do eletrodo

    O eletrodo é posicionado e um raio-X confirma que ele está no lugar mais adequado para aliviar os seus sintomas.

  4. Conexão do cabo

    O cabo passa por baixo da pele e é ligado ao gerador, ou mantido superficialmente no caso do eletrodo de nervo periférico.

  5. Fixação e curativos

    Eletrodo e gerador são fixados e a pele é fechada. São dois cortes: um para o eletrodo e outro para o gerador com a bateria.

  6. Um dia de internação

    Você fica cerca de um dia no hospital, acompanhado pela equipe.

  7. Ligar e regular o aparelho

    No dia seguinte o aparelho é ligado, com você acordado, e a intensidade é ajustada. Algumas semanas depois, costuma ser preciso regular de novo.

Dicas para se preparar
  • Leve uma lista de todos os seus remédios e os exames que já fez.
  • Siga a orientação da equipe sobre jejum e sobre quais medicações manter ou suspender (como anticoagulantes). Não suspenda nada por conta própria.
  • Combine com alguém para ajudar nos primeiros dias em casa.
  • Pergunte sobre os cuidados com os curativos e os movimentos que devem ser evitados nas primeiras semanas.
  • Guarde o cartão de paciente com neuroestimulador e leve sempre com você.

O que esperar depois do implante?

Depois da cirurgia você ainda estará sob efeito de medicações para dor. Por isso, o eletrodo é ligado só no dia seguinte, com você mais acordado e respondendo, para regularmos a intensidade juntos. Confira as dúvidas mais comuns:

Vou melhorar das dores logo depois da cirurgia?
Logo após a cirurgia você ainda estará sob efeito das medicações para dor. O eletrodo é ligado somente no dia seguinte, com você mais acordado, para fazermos a regulagem juntos. O alívio vem com esses ajustes e, nas semanas seguintes, pode ser preciso regular de novo.
O neuroestimulador dá choques?
Se o aparelho for usado em intensidade muito alta, ele pode causar formigamento. Mas, para aliviar a dor, quase sempre não é preciso deixar a intensidade alta. Na maioria das vezes você nem percebe o aparelho funcionando, só o alívio da dor.
O eletrodo vai aliviar 100% das minhas dores?
Dificilmente a dor some por completo. Estudos e a nossa experiência com o aparelho mostram um alívio de cerca de 30% a 80%. Pacientes com dor mais intensa, principalmente neuropática, são os que mais se beneficiam. Cada pessoa é única, e nenhum médico pode garantir o quanto a sua dor vai melhorar.
Como saber se vou responder bem ao neuroestimulador?
As dores que vêm dos nervos (neuropáticas) são as que mais respondem ao aparelho. Elas costumam causar queimação, choques, formigamento e dormência. Para saber se o seu caso tem indicação, é preciso uma avaliação médica completa.
Para que serve o neuroestimulador? É seguro?
Ele é uma forma de aliviar dores que não melhoraram com outros tratamentos. Mesmo sem acabar totalmente com a dor, pode trazer alívio e ajudar a reduzir o uso de remédios. O foco é melhorar a sua qualidade de vida. Como toda cirurgia, existem riscos, como infecção, deslocamento do eletrodo e desconforto no local do gerador, e conversamos sobre eles na consulta.
O neuroestimulador é irreversível?
Não. Se você não gostar do efeito, o aparelho pode ser desligado. Se for necessário, ele também pode ser retirado em um novo procedimento.
O neuroestimulador resolve o problema da dor?
Ele soma ao tratamento que você já faz, mas não substitui os outros cuidados. Depois do implante, você recebe um controle para ajustar a intensidade: em dias de mais dor (quando sai de casa, está estressado ou faz frio) pode aumentar, e em dias com menos dor pode diminuir. É parecido com um remédio que você toma sempre e, nos dias de dor mais forte, ganha um reforço.
O eletrodo pode me ajudar a diminuir os remédios?
Esse é um receio de muitos pacientes que passam anos tomando mais de 3 medicações para controlar a dor. Sim, o eletrodo pode ajudar a diminuir a dose e a quantidade de remédios, mas nem sempre livra você deles por completo.

Posso fazer ressonância magnética com o neuroestimulador?

Em geral, sim. Só a ressonância de 3,0 Tesla (menos usada) não é permitida nos modelos que utilizamos. Antes do exame, avise a clínica de imagem, leia o manual do seu eletrodo e coloque o aparelho em “modo ressonância”. Assista ao vídeo abaixo para entender melhor.

Mais dúvidas sobre o dia a dia

Aeroportos, recarga, regulagens... veja as respostas para as perguntas mais comuns de quem vive com o neuroestimulador:

Tenho alguma restrição em detectores de metais?
Sim, mas isso quase nunca causa transtorno. Você leva sempre consigo um cartão que mostra que é paciente com neuroestimulador, e a passagem é liberada. O cartão também é traduzido para uso em aeroportos internacionais.
Quando o eletrodo é ligado? Depois preciso regular de novo?
O Dr. Thomas liga o eletrodo no dia seguinte à cirurgia, porque você estará acordado e conseguimos um resultado melhor na regulagem. Normalmente, algumas semanas depois você precisará de uma nova regulagem: com a melhora da inflamação no local, o eletrodo pode se mover um pouco. Depois disso, regulamos sempre que for preciso.
O neuroestimulador precisa ser recarregado? Quando?
Depende da marca e do tipo de aparelho. Com gerador e bateria implantados, a vantagem é não precisar recarregar, e a desvantagem é que a bateria precisa ser trocada a cada 5 a 10 anos, em nova cirurgia. No sistema por indução (como o eletrodo de nervo periférico, sem bateria implantada), a vantagem é não precisar trocar a bateria em nova cirurgia, e a desvantagem é recarregar o aparelho de tempos em tempos. Você não precisa ficar perto da tomada: o carregador, já com energia, fica perto da pele por meio de um cinto.
Vou precisar usar o eletrodo para sempre?
Depende do seu caso. Enquanto o aparelho trouxer benefício, ele pode continuar sendo usado. Se você não gostar do efeito, ele pode ser desligado e, se necessário, retirado. Veja o vídeo mais abaixo para entender melhor.

Quem faz o implante de neuroestimulador em Curitiba?

Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos, durante cirurgia de implante de eletrodo

Dr. Thomas Marcolini é neurocirurgião que atua em nervos periféricos, com foco no cuidado de problemas dos nervos e da dor neuropática. Atende em Curitiba e em São Paulo, presencialmente ou por teleconsulta, em português, inglês ou espanhol. As consultas são particulares.

CRM/PR 33811 · RQE/PR 26510 | CRM/SP 241641 · RQE/SP 113003

Se quiser uma avaliação, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp.

Em quais hospitais o Dr. Thomas opera?

O Dr. Thomas atua no Hospital Nossa Senhora das Graças, no Hospital Nossa Senhora do Pilar e no Hospital Sugisawa, em Curitiba, equipes em quem confia. Em raras exceções, opera em outros hospitais.

Quanto custa o implante? O plano de saúde cobre?

O implante de neuroestimulador é uma cirurgia de alto custo, por isso é importante entender tudo antes de decidir. Muitos pacientes conseguem realizar a cirurgia pelo convênio quando cumprem os critérios do Rol da ANS. Veja abaixo o que entra no valor e quais são esses critérios.

O que entra no valor da cirurgia

  • Honorário médico e do anestesista
  • Instrumentação cirúrgica
  • Hospital (diárias e horas de centro cirúrgico)
  • Preço do aparelho (neuroestimulador)

Por ser uma cirurgia de alto custo, peça a lista completa do que está incluído e entenda cada item antes de decidir.

Critérios do Rol da ANS para o plano de saúde

  • A dor interfere de forma significativa nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida.
  • Não houve resposta a tratamentos com medicamentos e fisioterapia (ou fisiatria) por, no mínimo, 6 meses.
  • Um teste elétrico mostrou redução da dor com a estimulação percutânea.
Atenção

Confira o contrato do seu plano para saber o tipo de cobertura e se você tem direito a procedimentos cirúrgicos. As consultas com o Dr. Thomas são particulares; se houver indicação cirúrgica, ajudamos com o pedido ao plano, conforme as normas da ANS.

Assista: neuroestimulação é para sempre?

Uma dúvida muito comum é até quando será preciso usar o eletrodo. Assista ao vídeo abaixo e entenda.

Em resumo: quando vale a pena fazer o implante?

Vale a pena conversar com um médico sobre o implante quando:

  • a dor prejudica a sua qualidade de vida;
  • a dor não melhora nem com as medicações indicadas para o tratamento;
  • a resposta à reabilitação foi insuficiente.

Veja abaixo em quais casos cada tipo de eletrodo costuma ser mais usado.

PNS

Eletrodo de nervo periférico

  • Dor no ombro que não melhora (refratária)
  • Dor no joelho refratária
  • Dor no tornozelo refratária
  • Dor sacroilíaca refratária
  • Dor lombar refratária ou da síndrome cluneal
  • Dor da meralgia parestésica grave
  • Dor de neuroma doloroso
  • Dor de um único nervo lesionado
DRG

Eletrodo do gânglio da raiz dorsal

  • Dor nos membros inferiores, no território das raízes nervosas
  • Síndrome do desfiladeiro torácico grave e de longa data
  • Síndrome dolorosa complexa regional (SDCR)
Lembre-se

“Dor refratária” é a dor que não melhora com os tratamentos habituais. Esta lista é um guia geral: a indicação é sempre individual e depende de uma avaliação médica completa.

Quer saber se o implante pode ser uma opção para você?

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Sobre o autor

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Aviso importante: este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Não use estas informações para fazer diagnóstico por conta própria nem para iniciar, trocar ou suspender tratamentos. Os resultados variam de pessoa para pessoa, e nenhum procedimento tem resultado garantido.

Fontes consultadas (PubMed)

  1. Huygen FJPM, Kallewaard JW, Nijhuis H, et al. Effectiveness and Safety of Dorsal Root Ganglion Stimulation for the Treatment of Chronic Pain: A Pooled Analysis. Neuromodulation. 2020;23(2):213-221. doi:10.1111/ner.13074
  2. Levy RM, Mekhail N, Kramer J, et al. Therapy Habituation at 12 Months: Spinal Cord Stimulation Versus Dorsal Root Ganglion Stimulation for Complex Regional Pain Syndrome Type I and II. J Pain. 2020;21(3-4):399-408. doi:10.1016/j.jpain.2019.08.005
  3. Nagpal A, Clements N, Duszynski B, Boies B. The Effectiveness of Dorsal Root Ganglion Neurostimulation for the Treatment of Chronic Pelvic Pain and Chronic Neuropathic Pain of the Lower Extremity: A Comprehensive Review of the Published Data. Pain Med. 2021;22(1):49-59. doi:10.1093/pm/pnaa369
  4. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.

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