Hospital São Camilo: neurocirurgia de nervos periféricos em SP
Médico especialista em Nervos Periféricos no Brasil.

Dr. Thomas Marcolini - Neurocirurgião para Lesões de Nervos

Por Dr. Thomas Marcolini • May 28, 2022

Cirurgia do Neuroma de Morton: Quando Operar, Como É Feita e a Recuperação

Mulher sentada na cama segurando o pé com dor, sintoma comum do neuroma de Morton, que obriga a pausar a caminhada

Neuroma de Morton: resumo rápido

Sente uma dor em queimação na frente do pé, como se estivesse pisando em uma pedrinha ou em uma bolinha de pingue-pongue? Pode ser neuroma de Morton, uma causa comum de dor entre os dedos do pé.

Neste guia, eu explico em linguagem simples quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico, o que fazer sem cirurgia, quando operar, como é a cirurgia do neuroma de Morton e como é a recuperação.

Resumo em 6 pontos

  1. O que é: um engrossamento do nervo que passa entre dois dedos do pé, quase sempre entre o 3º e o 4º dedos.
  2. Sintomas: queimação, choques, formigamento e a sensação de “pedrinha no sapato”, que piora com sapato apertado.
  3. Por que piora: a pressão repetida na frente do pé inflama o nervo, que engrossa e passa a ser apertado com mais facilidade (veja o esquema abaixo).
  4. Primeiro passo: tratamento sem cirurgia, com calçado largo, palmilha, fisioterapia e, se preciso, infiltração.
  5. Cirurgia: é considerada quando a dor continua e atrapalha a vida, mesmo depois de meses de tratamento bem feito.
  6. Resultado: a maioria dos pacientes melhora bastante da dor, mas pode ficar uma área dormente entre os dedos.

O que é o neuroma de Morton?

Na frente do pé, entre os ossos longos chamados metatarsos, passam pequenos nervos que dão sensibilidade aos dedos. No neuroma de Morton, um desses nervos é apertado entre os ossos e o ligamento, fica inflamado e engrossa, como se formasse uma cicatriz. Isso acontece quase sempre entre o 3º e o 4º dedos.

Apesar do nome, não é um tumor e não é câncer. É um problema mecânico: a cada passo, principalmente com sapato apertado ou de salto, o nervo é espremido e a dor aparece.

Como o neuroma de Morton piora com o tempo

O neuroma de Morton costuma se formar aos poucos. A cada passo com calçado apertado ou de salto, os ossos da frente do pé se aproximam e espremem o nervo entre o 3º e o 4º dedos. Com o tempo, o nervo inflama, engrossa e passa a ser apertado com mais facilidade. Veja as fases:

Fase 1
metatarsos (corte da frente do pé) ligamento nervo

Nervo livre

O nervo passa entre o 3º e o 4º metatarsos, logo abaixo de um ligamento, sem ser apertado.

O que a pessoa sente: Nada, ou só cansaço depois de longas caminhadas.

Fase 2

Pressão repetida

Sapato apertado, salto alto ou impacto juntam os ossos da frente do pé. A cada passo o nervo é espremido e fica inflamado.

O que a pessoa sente: Queimação ou “pedrinha no sapato” que passa ao tirar o calçado.

Fase 3

O nervo engrossa

A irritação constante forma um tecido de cicatriz em volta do nervo: é o neuroma. Mais grosso, ele ocupa mais espaço e é apertado com mais facilidade.

O que a pessoa sente: Choques e formigamento para os dedos, dor mais frequente.

Fase 4
neuroma

Dor persistente

O neuroma maior é comprimido até em atividades simples. A dor pode continuar mesmo com calçado largo e repouso.

O que a pessoa sente: Dor diária e dormência entre os dedos. Procure avaliação.

Calçado confortável Meses a anos de pressão Dor persistente
A boa notícia: quanto mais cedo a pressão na frente do pé é reduzida, com calçado largo, palmilha e orientação correta, maior a chance de controlar a dor sem cirurgia.

Esquema ilustrativo e simplificado. Vista de cima do pé e, no quadro, um corte da frente do pé. A evolução varia de pessoa para pessoa.

Mulher fazendo careta de dor ao segurar os pés, com queimação na frente do pé causada pelo neuroma de Morton

Quem tem mais risco?

Ser mulher: é cerca de 8 vezes mais comum nas mulheres, em geral entre 30 e 60 anos.

Salto alto e bico fino: apertam os dedos e aumentam a pressão na frente do pé.

Corrida e esportes de impacto: repetem a pressão sobre a frente do pé.

Alterações no pé: como joanete, pé plano ou pé com arco muito alto.

Ficar muito tempo em pé ou caminhando, principalmente com calçado inadequado.

Principais sintomas do neuroma de Morton

Os sintomas aparecem na frente do pé, perto dos dedos, e costumam começar de forma leve. Os mais comuns são:

  • Queimação na planta do pé, na região da frente
  • Choques que podem irradiar para os dedos
  • Formigamento ou dormência nos dedos
  • Pontadas ao caminhar
  • Sensação de pisar em uma bolinha de pingue-pongue ou de que a meia está dobrada dentro do sapato

Os sintomas pioram com sapato apertado, ficar muito tempo em pé e caminhar longas distâncias. Em geral, melhoram quando você tira o calçado e massageia o pé.

Dedo do pé dormente

O neuroma de Morton pode causar dormência nos dedos do pé, principalmente depois de caminhar bastante ou usar sapatos apertados.

Mas atenção: nem toda dormência nos dedos é neuroma. Ela também pode vir de neuropatia (como no diabetes), de problemas na coluna ou de outras compressões de nervos. Por isso, o diagnóstico correto faz toda a diferença para o tratamento dar certo.

Queimação na frente do pé

A queimação costuma aparecer no antepé, que é a parte da frente do pé, na sola, entre o 3º e o 4º dedos, como mostra a imagem abaixo.

Muitas vezes a dor surge ao pisar e alivia quando você descalça o sapato.

Pessoa segurando a sola do pé com a região dolorida destacada em vermelho, local típico da dor do neuroma de Morton

Parece um “caroço” na sola do pé?

O neuroma de Morton é pequeno e fica profundo, por isso é difícil senti-lo com a mão. Mesmo assim, muitos pacientes descrevem a sensação de um “caroço na sola do pé”, que dói ao apertar ou ao pisar.

Se você notar um caroço visível, vermelhidão ou inchaço, procure avaliação: pode ser outro problema.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é principalmente clínico: feito pela conversa e pelo exame do pé. Os exames de imagem ajudam a confirmar e a descartar outras causas de dor. Em geral, o médico faz:

  • Conversa detalhada: onde dói, como é a dor e quais sapatos você usa
  • Exame físico do pé, com testes como o sinal de Mulder
  • Ultrassom ou ressonância magnética, quando indicado
  • Avaliação de outras causas de dor na frente do pé, como inflamação das articulações dos dedos, fratura de estresse e neuropatias

Ultrassom para neuroma de Morton

Vantagens: costuma ser mais barato, é fácil de fazer, rápido e não dói.

Limitação: depende muito da experiência de quem faz o exame e nem sempre mostra o neuroma, principalmente quando ele é pequeno. Um ultrassom normal não descarta o diagnóstico.

Ressonância magnética para neuroma de Morton

A principal vantagem da ressonância é a maior chance de mostrar o neuroma e de avaliar outras causas de dor no pé. Em compensação, é mais cara e nem sempre é necessária. O exame costuma ser pedido quando há dúvida no diagnóstico ou antes de planejar uma cirurgia.

Sinal de Mulder: o teste feito no consultório

O médico aperta suavemente o pé pelos lados, juntando os ossos da frente, enquanto pressiona o espaço entre os dedos. Se a dor aparece e, às vezes, se sente um pequeno “estalido”, é um sinal que ajuda a localizar o neuroma.

Esse teste, junto com a sua história, ajuda muito no diagnóstico.

Vídeo: nervo preso no pé? Entenda a síndrome do túnel do tarso

Outra compressão de nervo que também causa queimação e formigamento no pé e precisa ser diferenciada do neuroma de Morton.

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Diagnóstico confirmado? Calma: na maioria dos casos, o tratamento começa sem cirurgia. Veja a seguir as opções, do mais simples ao cirúrgico.

Pé com alfinetes coloridos entre os dedos, representando as agulhadas da dor do neuroma de Morton

Tratamento do neuroma de Morton

Por que vale a pena tratar?

Tratar o neuroma de Morton vai além de aliviar a dor ao caminhar. Com o tratamento certo, você volta a andar, treinar, trabalhar e fazer as tarefas do dia a dia com mais conforto, o que também faz bem para a saúde física e mental.

Cada caso é único, e o plano ideal é definido depois de uma avaliação individual.

As 5 opções de tratamento, do mais simples ao cirúrgico

1

Calçado adequado

Use sapatos largos na frente, com solado firme e amortecimento. Evite salto alto e bico fino.

2

Palmilhas e almofadas

Pequenos apoios sob o pé ajudam a espalhar a pressão e aliviam o nervo.

3

Fisioterapia

Exercícios e alongamentos para o pé e a panturrilha, além de técnicas para reduzir a dor.

4

Medicamentos e infiltração

Remédios para dor e inflamação e infiltração com corticoide e anestésico, sempre indicados pelo médico. A infiltração pode aliviar por um tempo, mas a dor pode voltar.

5

Cirurgia

Retirada do neuroma, indicada quando a dor persiste apesar do tratamento bem feito.

Na prática: em geral, começa-se pelas opções 1 a 4 por alguns meses. A cirurgia entra quando elas não resolvem.

Vídeo: tratamento do neuroma de Morton

Em cerca de 1 minuto, explico as opções de tratamento, do calçado à cirurgia.

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Qual o melhor tênis para quem tem neuroma de Morton?

Não existe uma marca “mágica”. O que importa é o formato do calçado: ele precisa deixar os dedos livres e proteger a frente do pé. Veja as dicas abaixo e experimente sempre no fim do dia, quando o pé está um pouco mais inchado.

Escolha assim

  • Bico largo e alto, que deixa os dedos se mexerem
  • Solado firme, com leve curvatura na ponta para ajudar a rolar o passo
  • Amortecimento macio na frente do pé
  • Salto baixo ou sem salto
  • Cadarço ou fecho ajustável, sem apertar a frente do pé

Evite

  • Salto alto
  • Bico fino ou estreito
  • Sapatilhas sem apoio e chinelos muito finos
  • Sapatos duros, que não cedem
  • Calçado novo usado o dia todo, sem adaptação

Dicas para o dia a dia

  • Alterne os calçados ao longo da semana.
  • Faça pausas para descansar os pés quando passar muito tempo em pé.
  • Massageie a planta do pé e alongue a panturrilha.
  • Fortaleça os músculos dos pés, se o médico ou o fisioterapeuta indicarem.
  • Se uma atividade piora a dor, adapte-a: prefira bicicleta ou natação no lugar da corrida.
  • Se a dor persistir, não espere: procure um médico.

Como resolver o neuroma de Morton?

O plano depende da intensidade dos sintomas:

Casos leves:

  • Calçados que não apertam
  • Evitar salto alto
  • Palmilhas ortopédicas
  • Fisioterapia

Casos moderados e graves:

  • Infiltração no local com medicamentos
  • Cirurgia para retirada do neuroma de Morton
Pés caminhando perto de tachinhas no chão, ilustrando a dor ao andar com neuroma de Morton

Cirurgia do neuroma de Morton: quando é indicada?

A cirurgia costuma ser considerada quando a dor continua e atrapalha o seu dia a dia, mesmo depois de alguns meses de tratamento bem feito, com calçado adequado, palmilha, fisioterapia e, se necessário, infiltração.

O objetivo é aliviar a dor em queimação e as “agulhadas” causadas pelo nervo pressionado entre os dedos do pé.

Como é feita a cirurgia?

Na cirurgia do neuroma de Morton, o médico faz um pequeno corte no pé, localiza o nervo afetado e retira o neuroma, ou seja, a parte doente do nervo. A técnica e o acesso (pela parte de cima ou pela sola do pé) são escolhidos de acordo com o seu caso e combinados com você na consulta.

É um procedimento relativamente rápido e, em geral, o paciente volta para casa no mesmo dia. Durante todo o procedimento, você é monitorizado por um médico anestesista de minha confiança.

Vídeo: cirurgia do neuroma de Morton pela parte de cima do pé

Como é a cirurgia e por que a abordagem por cima do pé pode trazer vantagens.

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O que esperar da cirurgia

Possíveis benefícios

  • Alívio da dor em queimação e dos choques na frente do pé
  • Mais conforto para caminhar, trabalhar e usar sapatos
  • Na maioria dos casos, melhora importante dos sintomas
  • Em estudos com milhares de pacientes, a cirurgia tendeu a aliviar mais a dor do que a infiltração isolada

Riscos e limitações

  • Dormência na pele entre os dois dedos operados, que pode ser definitiva
  • Dor ou sensibilidade na cicatriz
  • Infecção, sangramento ou demora na cicatrização (menos comuns)
  • Em alguns casos a dor continua ou volta, e pode ser preciso um novo tratamento

Importante: converse com o seu médico sobre os benefícios e os riscos antes de decidir. Nenhuma cirurgia garante resultado.

Qual anestesia é usada?

A anestesia deixa a cirurgia mais confortável e reduz a dor durante e depois do procedimento. Nossa equipe utiliza principalmente:

  • Anestesia local com sedação: o anestésico é aplicado no pé, que fica “adormecido”, e você recebe um remédio para dormir. Assim, não sente dor e não fica acordado durante a cirurgia.
  • Raquianestesia com sedação: a anestesia é feita nas costas, adormecendo a parte de baixo do corpo, também com sedação.

A anestesia geral fica reservada para casos mais complexos.

Como é a recuperação da cirurgia do neuroma de Morton?

A recuperação varia de pessoa para pessoa e depende do tipo de cirurgia e da resposta do seu corpo. De forma geral:

  • Nos primeiros dias, o ideal é repousar com o pé elevado e andar com um calçado protetor, conforme a orientação do cirurgião.
  • Os pontos costumam ser retirados em cerca de 2 semanas.
  • Muitos pacientes voltam ao calçado comum depois de algumas semanas.
  • Corrida e esportes de impacto voltam de forma gradual, com liberação do médico.

A maioria dos pacientes retoma as atividades normais, mas alguns precisam de mais tempo. E é importante saber: a cirurgia não funciona em 100% dos casos. Alguns pacientes respondem melhor do que outros, mas a grande maioria tem melhora das dores.

Cuidados no pós-operatório: o que fazer em casa

Seguir as orientações do médico é o que garante uma boa recuperação. Os cuidados mais comuns são:

  • Repouso conforme orientação, com o pé elevado para reduzir inchaço e dor
  • Curativo limpo e seco, trocado como o médico orientar
  • Medicamentos para dor e inflamação somente como prescritos
  • Fisioterapia, que é importante para recuperar a flexibilidade e diminuir aderências
  • Consultas de retorno para acompanhar a cicatrização

Procure atendimento se tiver febre, vermelhidão que aumenta, secreção no curativo ou dor que piora muito.

Qual médico trata o neuroma de Morton?

O neuroma de Morton pode ser avaliado por ortopedistas do pé e tornozelo e por médicos que atuam em cirurgia de nervos periféricos, como o neurocirurgião que atua em nervos periféricos.

O importante é procurar um profissional com experiência em doenças dos nervos do pé, que saiba diferenciar o neuroma de outras causas de dor e indicar o tratamento certo para o seu caso.

Por que consultar o Dr. Thomas, em Curitiba e em São Paulo?

Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos, realizando cirurgia em sala cirúrgica

Pouco se fala sobre as lesões dos nervos do pé, e muitos pacientes passam anos com dor sem um diagnóstico claro. Por isso, dedico minha atuação ao diagnóstico e ao tratamento das doenças dos nervos periféricos, entre elas o neuroma de Morton.

Atendo presencialmente em Curitiba e em São Paulo e também por teleconsulta, em português, inglês ou espanhol. Os atendimentos são particulares.

Perguntas frequentes sobre o neuroma de Morton

Neuroma de Morton tem cura?
Existe tratamento eficaz. Muitos pacientes melhoram sem cirurgia, com calçado adequado, palmilhas, fisioterapia e infiltração. Quando isso não basta, a retirada do neuroma costuma aliviar bastante a dor. Ainda assim, o resultado varia de pessoa para pessoa e não há garantia de cura.
O neuroma de Morton é câncer ou pode virar câncer?
Não. Apesar do nome, não é um tumor: é um engrossamento benigno do tecido ao redor de um nervo, causado por compressão.
O neuroma de Morton some sozinho?
Em geral, não. Os sintomas podem aliviar por um tempo quando você troca de calçado ou descansa, mas, se o nervo continua sendo comprimido, a dor tende a voltar. Quanto antes você começa o tratamento, melhor.
O neuroma de Morton piora com o tempo?
Pode piorar, principalmente se o nervo continua sendo apertado por calçado justo, salto alto ou impacto. A irritação repetida faz o nervo engrossar, e um nervo mais grosso é comprimido com mais facilidade: a dor fica mais frequente, surgem choques e dormência nos dedos. Reduzir cedo a pressão na frente do pé ajuda a interromper essa evolução.
Quem tem neuroma de Morton pode caminhar?
Pode, com cuidado. Use calçado adequado, prefira superfícies planas e faça pausas. Se a dor for intensa, os sintomas pioram, por isso vale tratar para voltar a caminhar com conforto.
Qual a diferença entre neuroma de Morton e metatarsalgia?
Metatarsalgia é o nome geral para dor na frente do pé, que pode ter várias causas. O neuroma de Morton é uma delas e costuma causar queimação ou choque, com dormência ou formigamento entre os dedos.
Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia do neuroma de Morton?
Varia de pessoa para pessoa. Em geral, os pontos saem em cerca de 2 semanas e muitos pacientes voltam ao calçado comum depois de algumas semanas. O retorno ao esporte é gradual e liberado pelo médico.
Fica dormência depois da cirurgia?
É comum e esperada uma área dormente entre os dois dedos operados, porque o nervo que dá sensibilidade a essa região é retirado. Muitos pacientes se adaptam bem, mas a dormência pode ser definitiva.
Quando devo procurar um médico?
Procure avaliação se a dor na frente do pé dura mais de algumas semanas, se há dormência persistente nos dedos ou se a dor atrapalha a caminhada. Procure atendimento mais rápido se houver inchaço, vermelidão, febre, ferida no pé ou se você tem diabetes.

Está com dor na frente do pé?

Agende uma avaliação para descobrir se é neuroma de Morton e qual é o melhor tratamento para o seu caso.

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Aviso: este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento do neuroma de Morton devem ser definidos por um médico, após avaliação individual. Os resultados variam de pessoa para pessoa e não há garantia de cura. Atualizado em outubro de 2026.

Fontes consultadas:

  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo). Morton’s neuroma. orthoinfo.org
  • Lu VM et al. Treating Morton’s neuroma by injection, neurolysis, or neurectomy: systematic review and meta-analysis. Acta Neurochir (Wien), 2020. doi.org/10.1007/s00701-020-04241-9
  • Choi JY et al. Operative treatment options for Morton’s neuroma other than neurectomy: systematic review. Foot Ankle Surg, 2021. doi.org/10.1016/j.fas.2021.10.011
  • Lee W et al. Morton’s neuroma excision, plantar versus dorsal approach: systematic review and meta-analysis. Foot Ankle Surg, 2024. doi.org/10.1016/j.fas.2024.05.018

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