Hospital São Camilo: neurocirurgia de nervos periféricos em SP
Médico especialista em Nervos Periféricos no Brasil.

Dr. Thomas Marcolini - Neurocirurgião para Lesões de Nervos

Thomas Marcolini • July 21, 2024

Dor de Dente Persistente que o Dentista Não Resolve: Causas, Dicas e Tratamento

Dor de dente persistente pode indicar lesão de nervo periférico

Você já tratou o canal, tirou o dente, trocou restaurações… e a dor continua? Saiba que isso não é frescura e que você não está sozinho. Em alguns casos, a dor deixa de ser um problema do dente e passa a ser um problema do nervo.

Neste artigo, explicamos em palavras simples por que isso acontece, o que você pode fazer no dia a dia para aliviar a dor e quando vale procurar um neurocirurgião que atua em nervos periféricos.

Resumo rápido

  • Dor que continua por mais de 3 a 6 meses, mesmo depois de o dentista tratar o problema, pode ser dor do nervo (dor neuropática).
  • Sinais comuns: choques, pontadas, queimação ou formigamento , e piora com estresse ou cansaço.
  • O que ajuda: anotar a dor, evitar gatilhos, cuidar do sono e do estresse e buscar um especialista em dor e nervos.
  • Antes de repetir um procedimento no dente, confirme se ainda existe uma causa dentária de verdade.

No vídeo, o Dr. Thomas Marcolini explica a dor no nervo trigêmeo que pode continuar após procedimentos dentários.

Sobre qual dor de dente estamos falando?

Dor de dente tem muitas causas, e na maioria das vezes o dentista resolve com o tratamento certo. As mais comuns são cárie, abscesso (infecção), sensibilidade, inflamação da gengiva, dente trincado e problemas de mordida.

Mas existe outra situação, bem diferente: você já passou por um ou vários dentistas, tratou tudo o que havia para tratar e a dor continua. É sobre esse caso que este artigo fala.

Causas dentárias comuns (o dentista costuma resolver)

Cárie Buraco causado por bactérias na superfície do dente.
Abscesso Infecção dentro do dente ou na gengiva.
Sensibilidade Esmalte desgastado que reage a calor, frio e doces.
Gengivite Inflamação da gengiva, em geral por limpeza inadequada.
Dente trincado Pequenas fissuras que doem ao mastigar.
Problemas de mordida Dentes desalinhados ou ranger de dentes (bruxismo) também causam dor.

Por que a dor continua mesmo depois do tratamento?

A dor existe para nos proteger: ela avisa que algo está errado. Quando o dente é tratado, o alarme deveria parar. Só que, às vezes, o nervo que passa pelo dente e pela gengiva se machuca durante a doença ou durante o próprio tratamento (cárie profunda, canal, extração, anestesia ou trauma). Esse nervo “se desregula” e continua mandando sinal de dor ao cérebro, mesmo sem nenhum problema no dente.

Esse tipo de dor se chama dor neuropática. Na odontologia, ela aparece com nomes como odontalgia atípica ou dor dentoalveolar persistente. Estudos publicados mostram que cerca de 5% dos dentes tratados com canal ainda doem depois de 6 meses e que, em torno de metade desses casos, a causa não está no dente.

Homem com expressão de dor no rosto em consultório odontológico, dor de dente persistente que a cirurgia não resolveu

Por que o tratamento do dentista não resolve essa dor?

1
A causa já foi tratada O dente foi tratado ou retirado, mas o problema que existia não está mais lá. Repetir procedimentos não resolve e pode até piorar a dor.
2
O nervo ficou machucado A doença, a anestesia ou o próprio procedimento podem lesionar o nervo, que continua enviando sinais de dor.
3
O sistema da dor ficou sensível Com o tempo, o cérebro “aprende” a dor e mantém o alarme ligado, mesmo sem ameaça. É a dor crônica.
4
Os exames mostram “tudo normal” Raio-X e tomografia mostram dentes e ossos, mas não mostram um nervo “desregulado”.

Dicas úteis para aliviar a dor no dia a dia

Enquanto você não consulta um especialista, alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir a dor e evitar que ela piore. Eles não substituem o tratamento, mas fazem diferença.

7 dicas para aliviar a dor

1
Anote a sua dor Registre o horário, a intensidade (de 0 a 10), o que piora e o que melhora. Esse diário ajuda muito o médico a entender o seu caso.
2
Teste compressas Experimente compressa morna ou fria por 10 a 15 minutos, com um pano fino entre ela e a pele, e veja qual alivia mais. Nunca use gelo direto na pele.
3
Evite os gatilhos Reduza alimentos e bebidas muito quentes ou gelados, cafeína, álcool e cigarro. Prefira comidas macias e mastigue do lado menos sensível.
4
Cuide do sono e do estresse Dor e estresse se alimentam um do outro. Respiração, caminhada leve, relaxamento e acompanhamento psicológico ajudam a “baixar o volume” da dor.
5
Cuidado com analgésicos A dor do nervo costuma responder pouco a analgésicos comuns. Não aumente a dose por conta própria: use só o que o médico indicou.
6
Evite novos procedimentos sem causa clara Antes de outro canal, extração ou implante, peça uma segunda opinião e confirme se existe mesmo um problema no dente.
7
Procure quem entende de dor Dentista especialista em dor orofacial, neurologista ou neurocirurgião que atua em nervos periféricos podem avaliar o seu caso.
Mulher com dor de dente crônica sentada em consultório odontológico ao lado de frascos de medicamentos

Quando procurar um especialista além do dentista

Se você se identifica com vários dos sinais abaixo, vale buscar a avaliação de quem entende de dor e de nervos. Quanto antes a causa for entendida, menor a chance de a dor se tornar crônica.

Checklist: sua dor pode ser do nervo?

Marque mentalmente quantos itens fazem parte da sua história.

  • Dor em choque, pontada, queimação ou formigamento na boca, no dente ou na face.
  • Dor constante ou que vai e volta há mais de 3 a 6 meses.
  • O dentista diz que o dente está “normal”, mas a dor continua.
  • Dor ao falar, mastigar, escovar os dentes ou com o vento no rosto.
  • A dor piora com estresse, ansiedade ou noites mal dormidas.
  • Você já fez canal, extração ou implante e a dor só piorou.
  • A dor aumenta depois de cada ida ao dentista.
  • Remédios comuns quase não aliviam.

Se você se identificou com 3 ou mais itens , vale marcar uma avaliação com um especialista em dor e nervos. Este checklist não faz diagnóstico: só uma consulta pode confirmar a causa.

Como o neurocirurgião que atua em nervos periféricos pode ajudar

O Dr. Thomas Marcolini é neurocirurgião e atua no tratamento de dores causadas por lesões e problemas nos nervos periféricos, incluindo dores na boca e na face depois de procedimentos dentários. A consulta serve, antes de tudo, para entender de onde vem a sua dor e se existe um tratamento que faça sentido para o seu caso.

Dependendo do diagnóstico, o plano pode incluir medicações para dor neuropática, bloqueios anestésicos ou, em casos selecionados, cirurgia no nervo. Cada paciente é avaliado individualmente, não há promessa de resultado, e os riscos e benefícios são discutidos com calma.

Como funciona a avaliação, passo a passo

1
Conversa sobre a sua história Você conta o que aconteceu, quais tratamentos já fez e como é a sua dor: onde dói, quando piora e o que alivia.
2
Exame e revisão dos exames Avaliação dos nervos da face e da boca e análise dos raios-X, tomografias e ressonâncias que você já tiver.
3
Diagnóstico explicado com calma Você entende se a dor vem do dente, do nervo ou dos dois, e por que ela continua.
4
Plano de tratamento sob medida Pode incluir medicações, bloqueios ou, em casos selecionados, cirurgia. Riscos e benefícios são conversados antes de qualquer decisão.

Tratar a dor muda a sua vida

A dor crônica não afeta só o dente. Ela atrapalha o sono, o humor, o trabalho e até a convivência com a família, que muitas vezes não entende tanto sofrimento. Descobrir a origem da dor é o primeiro passo para recuperar sua qualidade de vida.

Pessoa com dor de dente acordada a noite. Pode ser uma lesão de nervo periférico.
Dr. Thomas Marcolini palestrando em congresso internacional de neurocirurgia sobre nervos periféricos

Perguntas frequentes sobre dor de dente persistente

Dor de dente que não passa depois do canal pode ser do nervo?
Sim. Em parte dos casos, a dor que continua depois do tratamento de canal não vem mais do dente, e sim do nervo. Só uma avaliação clínica pode confirmar a causa.
Por que a dor piora depois de cada procedimento no dentista?
Quando o nervo está sensibilizado, novas manipulações, como anestesia, broca ou extração, podem irritá-lo ainda mais. Por isso é importante confirmar se ainda existe uma causa no dente antes de repetir qualquer procedimento.
Qual a diferença entre dor de dente comum e dor neuropática?
A dor de dente comum costuma ter uma causa visível, como cárie ou infecção, e melhora quando ela é tratada. A dor neuropática é mais parecida com choque, queimação ou pontada, não tem causa clara nos exames e pode piorar com estresse.
A dor depois de extrair um dente pode ser do nervo lingual?
Sim. Em alguns casos, principalmente após extração de sisos, o nervo lingual pode ser lesado e causar dor intensa na língua e na boca. Em casos selecionados, uma cirurgia no nervo pode aliviar a dor, mas não melhora o paladar. A indicação depende de consulta para avaliar os sintomas.
Quais médicos tratam dor de dente persistente sem causa?
Dentista especialista em dor orofacial, neurologista, médico da dor e neurocirurgião que atua em nervos periféricos. Muitas vezes eles trabalham em conjunto.
Como é a consulta com o Dr. Thomas Marcolini?
O atendimento é particular, presencial em Curitiba e em São Paulo, e também por teleconsulta, em português, inglês ou espanhol. Para agendar, é só chamar no WhatsApp.

Sua dor de dente continua mesmo depois do tratamento?

Converse com o Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos, e descubra se a sua dor pode ter origem no nervo. Atendimento particular, presencial em Curitiba e São Paulo ou por teleconsulta.

Dr. Thomas Marcolini

Neurocirurgião que atua em nervos periféricos

Paraná: CRM/PR 33811 · RQE/PR 26510
São Paulo: CRM/SP 241641 · RQE/SP 113003

Aviso: este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Não use as informações para se diagnosticar ou tomar medicamentos por conta própria. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Fontes (PubMed)
  1. Nixdorf DR, et al. Frequency of persistent tooth pain after root canal therapy: a systematic review and meta-analysis. J Endod. 2010;36(2):224-230. doi:10.1016/j.joen.2009.11.007
  2. Nixdorf DR, et al. Frequency of nonodontogenic pain after endodontic therapy: a systematic review and meta-analysis. J Endod. 2010;36(9):1494-1498. doi:10.1016/j.joen.2010.06.020

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Dr. Thomas Marcolini, especialista em nervos periféricos

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