

Dr. Thomas Marcolini - Neurocirurgião para Lesões de Nervos
Cirurgia do Plexo Braquial: Tudo O Que Você Deve Saber
Após o acidente perdeu a força do braço e está perdido?
Esse post é para você!
Lesão do plexo braquial: entenda o problema e saiba o que fazer
Perdeu a força do braço depois de uma queda, de um acidente de moto ou de uma pancada no ombro? Este guia explica, em linguagem simples, o que é o plexo braquial, como a lesão acontece, quais exames são feitos, quando a cirurgia é necessária e como se preparar para a recuperação.
Resumo em 30 segundos
- O plexo braquial é a rede de nervos que leva movimento e sensibilidade do pescoço até a mão.
- Em adultos, a causa mais comum é a queda de moto.
- Se o nervo não melhora sozinho, a cirurgia costuma ser necessária. E o tempo conta: depois de cerca de 6 meses, as chances de recuperação diminuem.
- Operar cedo demais também pode limitar os ganhos. Por isso, a avaliação com um médico experiente em lesões de plexo é fundamental.
- A fisioterapia é indispensável, com ou sem cirurgia.
Neste guia:
Conteúdo escrito por Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos. CRM/PR 33811 · RQE/PR 26510 · CRM/SP 241641 · RQE/SP 113003. Atualizado em outubro de 2026.
O que é o plexo braquial?
O plexo braquial é uma rede de nervos que nasce na coluna do pescoço e desce até a axila, onde se divide em nervos menores. Esses nervos levam os comandos do cérebro para os músculos do ombro, do braço e da mão e trazem de volta o que sentimos: toque, dor, calor e frio.
Uma boa comparação é a de um cabo elétrico. Se ele é esticado ou cortado, a energia não chega ao destino e o braço “apaga”, total ou parcialmente.
Quem forma o plexo braquial?
Cinco raízes nervosas que saem da medula, de C5 a T1 (da 5ª vértebra do pescoço à 1ª vértebra das costas). Elas se unem em troncos, divisões e cordões e dão origem aos nervos do braço, do antebraço e da mão.
Onde a lesão costuma acontecer?
Muitas vezes nas raízes, que aparecem em rosa na figura abaixo. Lesões muito próximas da medula, como a avulsão, costumam ser as mais graves.
Para que serve o plexo braquial?
É o plexo braquial que permite levantar o ombro, dobrar o cotovelo, abrir e fechar a mão e sentir o que estamos tocando. Ele tem duas grandes funções:
Movimento
Os nervos levam as ordens do cérebro até os músculos. Cada nervo comanda um grupo de músculos. Por isso, a lesão pode tirar só o movimento do ombro, só o da mão ou o braço inteiro.
Sensibilidade
Os nervos também levam ao cérebro as sensações de dor, temperatura e toque. Você já pisou na areia quente e sentiu que precisava de chinelo? Era a sensibilidade protegendo a sua pele contra queimaduras.
Por que isso importa? Quando o plexo é lesionado, o paciente pode perder uma dessas funções ou as duas. Por isso, a avaliação médica sempre olha para o movimento e para a sensibilidade.
Como acontece a lesão do plexo braquial?
A lesão acontece quando os nervos são esticados, comprimidos ou arrancados. Isso pode ocorrer por vários motivos:
Queda de moto
É a principal causa em adultos. Em uma queda em alta velocidade, o motociclista é arremessado e bate em poste, muro ou outro veículo. A força no ombro e no pescoço estica ou rompe os nervos.
Quedas, acidentes e esportes
Quedas de altura, acidentes de carro e esportes de contato também podem causar uma pancada forte no ombro ou no pescoço.
Parto (plexo obstétrico)
No nascimento, uma tração excessiva do pescoço do bebê pode lesar os nervos do plexo braquial.
Tumores e cirurgias
Tumores que comprimem os nervos e procedimentos na região do pescoço e do ombro também podem causar a lesão.
O que acontece com o nervo no acidente?
Tração
A força do impacto estica o nervo além do que ele aguenta. Vai de um estiramento leve até uma ruptura completa.
Compressão
Um golpe direto no ombro ou no pescoço aperta os nervos e atrapalha o funcionamento deles.
Avulsão
Em traumas mais graves, a raiz do nervo é arrancada da medula. É a situação mais difícil de reparar.
Quais são os sintomas da lesão do plexo braquial?
Os sintomas variam conforme a gravidade e o local da lesão. Estes são os mais comuns:
Dor neuropática: o sintoma mais temido
A dor pode ser aguda ou crônica, ficar só no local da lesão ou irradiar para o braço e a mão. Muitos pacientes relatam:
- choques e queimação;
- sensação de aperto;
- agulhadas ou facadas;
- sensação de que a mão e os dedos se mexem sozinhos;
- frio ou calor intensos.
Fraqueza ou paralisia
Os músculos do ombro, do braço e da mão podem ficar fracos ou sem movimento. Quanto mais grave a lesão, menos movimentos o paciente tem. De semanas a meses depois, o músculo pode atrofiar (“murchar”).
Importante: quando só o ombro e o cotovelo estão fracos e a mão se mexe normalmente, as chances de melhora com a cirurgia são maiores.
Perda de sensibilidade
A lesão pode causar dormência ou formigamento no braço e na mão afetados.
Faça o teste: feche os olhos e peça para alguém tocar a sua mão. Você consegue sentir o toque? Se não, conte isso ao seu médico.
Quando procurar ajuda?
Se, depois de uma queda, de um acidente ou de uma pancada no ombro, o braço ficou fraco, dormente ou sem movimento, procure um médico logo. Não espere a dor passar e não confie em frases como “vai melhorar sozinho”. Em caso de dúvida, peça uma segunda opinião.
Tipos de lesão do plexo braquial
Nem toda lesão é igual. Saber o tipo ajuda a decidir o melhor tratamento:
Estiramento
O nervo é esticado, mas não se rompe. Pode acontecer em um trauma ou em um movimento brusco do braço e causa dor, fraqueza e dormência.
Como o nervo continua íntegro, é o tipo que mais melhora sem cirurgia, com fisioterapia e acompanhamento.
Ruptura
O nervo é danificado ou cortado por completo, como acontece em acidentes de moto e quedas de altura. Há perda de movimento e de sensibilidade no braço.
Como o nervo se rompeu, a cirurgia é necessária, seguida de fisioterapia intensiva.
Avulsão
A raiz do nervo é arrancada da medula, em traumas muito fortes, como acidentes em alta velocidade. Pode haver perda completa de movimento e sensibilidade.
Pode exigir cirurgia complexa, com transferências de nervos ou enxertos. Mesmo assim, a função do braço pode não voltar por completo.
Assista: esperar pode custar a sua recuperação
Tive uma lesão. E agora?
Nas primeiras semanas, o que você faz faz diferença. Estas dicas valem para a maioria dos casos:
Proteja o braço
Use tipoia ou tala se o médico indicar. Enquanto o tratamento definitivo não chega, posturas erradas podem deixar as articulações rígidas.
Mantenha as articulações se movendo
Com orientação de um fisioterapeuta, movimente o ombro, o cotovelo e os dedos. Isso evita o endurecimento das juntas.
Procure avaliação logo
Não fique esperando para ver se melhora sozinho. Quanto antes você entende a sua lesão, melhor é o plano de tratamento.
Guarde seus exames
Reúna laudos, imagens e eletroneuromiografia e anote a data do acidente. Isso ajuda o médico a escolher o momento certo para operar.
Peça uma segunda opinião
Desconfie de quem diz “fique tranquilo, faça exercício que vai melhorar sozinho” sem examinar bem o seu caso.
Cuide da dor
Converse com o médico sobre remédios para dor neuropática. Não se automedique.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é dado pelo exame físico, feito por um médico experiente. Os exames servem para entender a gravidade da lesão e planejar o melhor momento da cirurgia. Veja como funciona, passo a passo:
1. Exame físico (a consulta)
O médico avalia a sua força, a sensibilidade e o quanto você consegue mexer o braço. Só com o exame físico já é possível saber que houve uma lesão do plexo braquial e ter uma noção básica da gravidade.
2. Eletroneuromiografia
Agulhas finas são colocadas nos músculos para medir a atividade elétrica. O exame ajuda a saber se o problema está no nervo ou no próprio músculo. O estudo de condução nervosa mede a velocidade e a intensidade dos sinais elétricos e ajuda a localizar a área afetada.
3. Ressonância magnética
Usa campos magnéticos e ondas de rádio para criar imagens detalhadas dos nervos e dos tecidos ao redor.
4. Tomografia computadorizada
Usa raios-X para criar imagens em cortes. É menos detalhada que a ressonância, mas ajuda a ver fraturas e outras lesões que podem estar comprimindo os nervos.
Dica: leve para a consulta todos os exames já feitos e, se puder, um acompanhante. Anote também a data do acidente e desde quando você notou cada sintoma.
Tratamento sem cirurgia
Qualquer que seja a gravidade, o tratamento sem cirurgia deve começar o quanto antes. Nos casos mais leves, como o estiramento, ele pode bastar. Nos demais, ele prepara o braço e acompanha a cirurgia.
Fisioterapia e terapia ocupacional
Inclui alongamentos, fortalecimento e treino das atividades do dia a dia. O profissional também ensina técnicas para aliviar a dor e usar melhor o braço enquanto o nervo se recupera, evitando o endurecimento das articulações.
Ela é necessária com ou sem cirurgia.
Remédios para dor neuropática
Analgésicos, anti-inflamatórios e medicamentos específicos para dor neuropática podem ser prescritos pelo médico para aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida.
Use apenas o que foi indicado para você.
Talas e órteses
Quem tem lesão do plexo costuma adotar posturas erradas, que deixam as articulações rígidas em posições ruins. As talas ajudam muito enquanto você aguarda o tratamento definitivo.
Assista: alongamentos e exercícios para o plexo braquial
Dica: faça os exercícios sempre com orientação do seu fisioterapeuta ou médico, sem forçar além do limite. Quer mais exemplos? Veja nosso guia de alongamentos para o plexo braquial.
Quando operar a lesão do plexo braquial?
A cirurgia deve ser feita quando não há previsão de melhora dos movimentos e da sensibilidade de forma espontânea. Em adultos, depois de uma queda de moto, ela é indicada na maioria das vezes.
Primeiras semanas
Proteger o braço, começar a fisioterapia, passar em consulta e fazer os exames. É nessa fase que o médico entende o tipo da sua lesão.
Primeiros meses
O médico acompanha o braço para ver se há sinais de melhora. Se o nervo não está se recuperando, a cirurgia é planejada.
Depois de cerca de 6 meses
As chances de recuperação diminuem. Por isso, não deixe o tempo passar sem um plano.
Nem cedo demais
Operar muito cedo também pode limitar os ganhos, já que há menos doadores disponíveis para reconstruir as funções. Por isso, o momento certo é decidido caso a caso.
Tenha um plano desde o início
Converse com um médico experiente, entenda o seu quadro e trace um plano. Ficar esperando sem saber o que você tem pode levar a uma cirurgia tarde demais.
Resumindo: o melhor momento para operar não é igual para todo mundo. Depende do tipo de lesão, dos exames e de como o braço evolui nas primeiras semanas e meses.
Quais são as cirurgias do plexo braquial?
O tipo de cirurgia depende da gravidade e do local da lesão. Quando há avulsão, por exemplo, são necessários enxertos e transferências de nervos. Estas são as principais opções:
Neurólise
Libera o nervo de aderências e de tecido cicatricial que o comprimem ou limitam a sua função. É útil em lesões mais leves, em que o nervo pode se recuperar depois de ser liberado.
Enxerto de nervo
Um pedaço de nervo saudável é retirado de outra parte do corpo e usado para reparar o nervo lesionado. Com o tempo, as fibras nervosas podem crescer pelo enxerto e devolver movimento e sensibilidade.
Um dos nervos usados é o sural, na perna. Ele dá sensibilidade a uma pequena área do pé e não faz nenhum movimento. Ou seja: você perde pouco e pode ganhar funções importantes do braço.
Transferência de nervo
Um nervo saudável que está perto da área afetada é “desviado” e ligado ao nervo lesionado. Assim, ele assume parte da função do nervo que foi danificado.
Exemplo: a cirurgia de Oberlin. Um pedacinho do nervo da mão (nervo ulnar) é doado ao nervo do bíceps, para devolver a força de dobrar o cotovelo.
Transferência de tendão
É indicada em lesões com mais de 1 ano e sem melhora. Um tendão é transferido para melhorar um movimento de que o paciente precisa mais. É preciso ter um músculo funcionando bem perto da região afetada.
Não é a primeira cirurgia: o passo inicial é sempre a cirurgia dos nervos.
Lesão C5-C6: ombro e cotovelo fracos, mão forte
Nesse padrão de lesão, a força da mão está preservada. A transferência de nervos da mão para o braço (cirurgia de Oberlin) pode ajudar a recuperar a força muscular. Os resultados variam de pessoa para pessoa.
Em um estudo com lesões C5-C6 tratadas com três transferências de nervo (que incluem a cirurgia de Oberlin), 11 de 13 pacientes recuperaram a força do bíceps em grau 3 ou mais. Veja o estudo (Song et al., 2020).
Cirurgias para a dor do plexo braquial
Quando o maior problema é a dor, existem duas opções cirúrgicas:
Neuroestimulador (implante de eletrodo)
Um aparelho é implantado para estimular os nervos afetados e diminuir a sensação de dor.
Drezotomia
É uma cirurgia mais agressiva. Os nervos são cauterizados na região da medula de onde as raízes foram arrancadas. Tem risco maior e, por isso, damos preferência a pacientes com mais de 2 anos de lesão.
Assista: drezotomia para a dor por avulsão
Importante: nem toda dor precisa de cirurgia. O tratamento costuma começar com remédios e fisioterapia, e a indicação cirúrgica só é feita depois de uma avaliação individual.
Como são a cirurgia e a recuperação?
Cada caso é único, mas estas informações ajudam você a saber o que esperar:
Quanto tempo o nervo leva para se recuperar?
Depende da gravidade da lesão e da cirurgia feita. O ombro costuma melhorar mais rápido, e lesões mais leves também têm resultados mais rápidos. Lesões graves levam mais tempo.
Um nervo lesionado pode se recuperar?
Os resultados não são 100% garantidos, mas as chances de sucesso são boas quando tudo é feito corretamente. A transferência do nervo da mão para o cotovelo (Oberlin), por exemplo, costuma ter bons resultados.
A dor do plexo braquial melhora?
Varia de pessoa para pessoa. Muitos pacientes sentem mais dor nos primeiros meses depois da cirurgia, mas a tendência é melhorar com o tempo, principalmente quando há ganho de força muscular.
A mão volta a funcionar?
Em lesões graves, com avulsão de todas as raízes, as chances de recuperar a força da mão são mínimas. Mas a função mais importante do braço é a do ombro e do cotovelo. Por isso, mesmo nesses casos, a cirurgia pode valer a pena e melhorar muito a qualidade de vida.
Assista: opções de tratamento e recuperação
Como aumentar as chances de um bom resultado
A cirurgia é uma parte do tratamento. O restante depende de decisões e de hábitos seus. Veja o que ajuda:
Escolha um cirurgião com experiência
Procure um médico que opere lesões de plexo braquial com frequência e tenha uma equipe acostumada com esse tipo de cirurgia.
Trace um plano desde cedo
Não fique esperando sem entender o seu quadro. Isso pode levar a uma cirurgia tarde demais.
Seja realista
Entenda o grau da sua lesão e siga as orientações sobre o momento certo de operar. Peça uma segunda opinião sempre que tiver dúvida.
Participe das decisões
Faça perguntas sobre a cirurgia, os riscos e os benefícios. Familiares ajudam, mas você precisa estar presente em tudo, inclusive nas escolhas.
Cuide da saúde geral
Durma bem, alimente-se bem e faça atividade física moderada, conforme a orientação médica. Evite sono curto, má alimentação e sedentarismo.
Não fume e modere o álcool
Fumar e o excesso de bebida alcoólica atrapalham a recuperação. Isso vale antes e depois da cirurgia.
Faça a fisioterapia direitinho
Após a cirurgia, a fisioterapia e os alongamentos são parte do tratamento. Sem eles, os ganhos podem ser menores.
Peça apoio emocional
Amigos, familiares e profissionais de saúde mental podem ajudar muito a enfrentar os desafios da lesão e da cirurgia.
Lembre-se: cada caso é único e nem toda recuperação é como gostaríamos. O compromisso é dar o máximo para que você tenha o melhor resultado que o seu corpo e o seu tratamento permitem.
Como prevenir a lesão do plexo braquial
Nem todo acidente pode ser evitado, mas alguns cuidados reduzem o risco:
Cuide muito no trânsito
A queda de moto é a maior causa de lesão do plexo braquial em adultos. Use capacete e equipamentos de proteção, respeite a velocidade e não pilote cansado.
Pratique esportes com segurança
Use sempre os equipamentos de proteção adequados para a sua modalidade.
Cuide da postura
Mantenha uma boa postura ao usar celular, tablet e computador.
Evite movimentos bruscos
Não faça força excessiva ao levantar objetos pesados.
Fortaleça e alongue
Exercícios regulares de fortalecimento e alongamento ajudam a manter músculos e nervos saudáveis.
Não ignore os sinais
Dor ou desconforto que não passam no pescoço, no ombro ou no braço merecem avaliação médica.
Perguntas frequentes sobre a cirurgia do plexo braquial
Como é escolhido o tipo de cirurgia do plexo braquial?
Depende da gravidade e do local da lesão e da avaliação médica. Lesões com avulsão precisam de enxertos e transferências de nervos.
Quanto tempo leva a recuperação da cirurgia?
Depende do tipo de cirurgia e da gravidade da lesão. Depois de um enxerto ou de uma transferência de nervos, o braço fica 21 dias na tipoia. Depois disso, a melhora pode levar de meses a anos, e a fisioterapia é essencial.
Quais são os riscos da cirurgia do plexo braquial?
Como em toda cirurgia, existem riscos: infecção, sangramento, lesão de vasos sanguíneos e de nervos próximos, reações à anestesia e, em alguns casos, o insucesso do procedimento. Por isso é importante que a equipe tenha experiência frequente com lesões do plexo braquial.
A cirurgia do plexo braquial é sempre necessária?
Nem sempre. Ela é indicada em lesões graves ou quando o tratamento sem cirurgia não funciona. Em adultos, depois de uma queda de moto, na maioria das vezes a cirurgia está indicada. A decisão deve ser tomada em conjunto com o médico.
A cirurgia é feita com anestesia geral ou local?
Geralmente com anestesia geral. É uma cirurgia longa, e ficar acordado por tanto tempo não seria adequado.
Quanto tempo dura a cirurgia do plexo braquial?
De algumas horas a um dia inteiro, de acordo com o tipo de cirurgia e a complexidade do caso. Quanto mais grave, mais tempo costuma levar. O médico pode dar uma estimativa para o seu caso.
O plano de saúde cobre a cirurgia do plexo braquial?
A cobertura depende do plano e da operadora, e o pedido da cirurgia segue as normas da ANS. As consultas do Dr. Thomas Marcolini são particulares (sem convênio). Pergunte à nossa equipe como proceder no seu caso.
Qual é a taxa de sucesso da cirurgia?
Depende da gravidade da lesão, do tipo de cirurgia, do tempo entre a lesão e a operação e da experiência da equipe. Quanto melhor a indicação e o momento da cirurgia, melhores tendem a ser os resultados. Como cada caso é único, o médico explica a expectativa realista para você.
A lesão do plexo braquial tem cura?
Lesões leves, como um estiramento, muitas vezes melhoram sem cirurgia. Na maior parte dos casos, porém, são necessários cirurgia e outros tratamentos para atingir algum grau de recuperação.
Existe prazo máximo para operar?
Não existe um prazo máximo absoluto, mas as chances de recuperação tendem a diminuir depois de seis meses da lesão.
Onde o Dr. Thomas Marcolini atende?
Presencialmente em São Paulo (consultório na Rua Oscar Freire) e em Curitiba (Eco Medical Center). Também atende por teleconsulta.
Moro em outra cidade. Posso me tratar com a equipe?
Sim. Além da teleconsulta, recebemos pacientes de outras cidades para a cirurgia. Veja como funciona.
Qual é o especialista em lesão do plexo braquial?

Dr. Thomas Marcolini
Neurocirurgião que atua em nervos periféricos, incluindo lesões do plexo braquial e do nervo ulnar. Cada caso é único: o plano de tratamento leva em conta o histórico médico, os exames e as expectativas de cada paciente.
- São Paulo: consultório na Rua Oscar Freire
- Curitiba: consultório no Eco Medical Center
- Teleconsulta: em português, inglês ou espanhol
- CRM/PR 33811 · RQE/PR 26510
- CRM/SP 241641 · RQE/SP 113003
As consultas são particulares (sem convênio).
Agendar pelo WhatsApp Moro em outra cidadeFontes e aviso importante
Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Não use este texto para diagnosticar ou tratar a si mesmo. Os resultados variam de pessoa para pessoa e não há garantia de recuperação. Procure sempre uma avaliação individual com um médico.
Referências científicas
- Wu KY, Spinner RJ, Shin AY. Traumatic brachial plexus injury: diagnosis and treatment. Curr Opin Neurol. 2022;35(6):708-717. doi:10.1097/WCO.0000000000001124
- Song J, Qiu WJ, Chen L, Hu SN, Wu JX, Gu YD. Transfers of the ipsilateral C7 plus the spinal accessory nerve versus triple nerve transfers for treatment of C5-C6 avulsion of the brachial plexus. J Hand Surg Am. 2020;45(4):363.e1-363.e6. doi:10.1016/j.jhsa.2019.09.010
Autor e revisão médica: Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos. CRM/PR 33811 · RQE/PR 26510 · CRM/SP 241641 · RQE/SP 113003. Atualizado em outubro de 2026.

