Hospital São Camilo: neurocirurgia de nervos periféricos em SP
Médico especialista em Nervos Periféricos no Brasil.

Dr. Thomas Marcolini - Neurocirurgião para Lesões de Nervos

Thomas Marcolini • January 20, 2024

Lesão do Plexo Braquial: Sintomas, Tratamento e Como Se Recuperar

O que é a lesão do plexo braquial?

Ilustração 3D dos nervos e vasos do braço, representando a anatomia afetada pela lesão do plexo braquial

O plexo braquial é uma rede de nervos que sai da coluna, na região do pescoço, e leva comandos e sensações para o ombro, o braço e a mão. Quando essa rede é esticada, comprimida, cortada ou arrancada da medula, o braço pode perder força, sensibilidade e movimento.

As causas mais comuns são acidentes de moto e de carro, quedas, ferimentos por corte ou arma de fogo e, mais raramente, tumores ou cirurgias na região.

Nem toda lesão é igual. Algumas melhoram com o tempo e a fisioterapia. Outras precisam de cirurgia para reconstruir os nervos. Por isso, o primeiro passo é entender o que aconteceu com o seu braço, e isso só um médico consegue dizer depois de examinar você e analisar os exames.

Sinais de que o plexo braquial pode estar machucado

  • Dor forte, em choque ou queimação, no ombro, no braço ou na mão
  • Dormência ou formigamento
  • Dificuldade para levantar o ombro, dobrar o cotovelo ou fechar a mão
  • Braço mole, que fica caído ao lado do corpo
  • Dificuldade para se vestir, comer ou escrever
  • Pálpebra caída e pupila menor do mesmo lado do braço afetado

Teve um acidente recente? Procure um pronto-socorro. Se o problema é mais antigo, marque uma avaliação o quanto antes. Não espere o braço voltar sozinho.

Principais desafios depois da lesão

Ilustração anatômica do ombro e braço com setas e símbolos de dor, mostrando o local da lesão do plexo braquial

Cada pessoa sente a lesão de um jeito. Nos cartões abaixo, você vê o que é mais comum e o que pode fazer em cada situação.

Dor persistente

Pode ser em choque ou queimação e atrapalhar o sono e o dia a dia. Nas lesões em que o nervo é arrancado da medula (avulsão), costuma ser o sintoma mais difícil.

Dica: conte ao médico como é a dor e a hora em que ela piora.

Perda de sensibilidade

Você pode não sentir calor, frio ou machucados. Como a sensibilidade protege o corpo, cortes e queimaduras ficam mais comuns.

Dica: olhe a pele do braço e da mão todos os dias.

Fraqueza muscular

Mesmo quando existe movimento, a força cai e tarefas que eram fáceis ficam mais cansativas.

Dica: divida a tarefa em etapas e use as duas mãos sempre que possível.

Atrofia muscular

O músculo fica mais fino por falta de uso e de sinal do nervo. O braço pode parecer menor, o que mexe com a autoestima.

Dica: faça os exercícios indicados e converse sobre como você se sente.

Coordenação motora

Movimentos delicados, como escrever, abotoar a roupa ou usar talheres, ficam mais difíceis.

Dica: treine aos poucos e peça ao terapeuta ocupacional adaptações.

Rigidez nas articulações

Quando o braço fica parado por muito tempo, ombro, cotovelo e dedos endurecem e doem ao mexer.

Dica: movimente as articulações todos os dias, como o fisioterapeuta ensinar.

Impacto emocional: ansiedade e tristeza são comuns

Pessoa massageando a mão à mesa com copo d'água, refletindo o impacto emocional da lesão do plexo braquial

Uma lesão no plexo braquial muda a rotina de uma hora para outra. É normal sentir medo, tristeza, raiva ou ansiedade. Isso não é fraqueza. A dor constante e o cansaço de não conseguir fazer o que antes era simples pesam muito no humor.

O contrário também acontece: quando a ansiedade e a tristeza aumentam, a dor costuma piorar. Por isso, cuidar da cabeça faz parte do tratamento do braço.

O que pode ajudar

  • Converse com alguém de confiança sobre o que você sente.
  • Procure um psicólogo ou psiquiatra, principalmente se a tristeza durar semanas.
  • Defina metas pequenas e comemore cada avanço, como abotoar uma camisa ou segurar um copo.
  • Mantenha uma rotina com sono regular, caminhadas e atividades de que você gosta.
  • Troque experiências com outras pessoas com lesão parecida, em grupos de apoio.

Se você sentir que não está aguentando, não fique sozinho. Ligue para o CVV no 188 (24 horas, gratuito) ou procure um serviço de saúde.

Dor, perda de movimento e reabilitação

Os desafios físicos mudam conforme o tipo e o local da lesão, mas alguns se repetem.

Dor

Pode ser queimação, formigamento, choques ou sensação de aperto no braço e na mão. É a chamada dor neuropática. Ela costuma ser mais forte quando o nervo foi arrancado da medula (avulsão). O tratamento geralmente combina remédios indicados pelo médico, fisioterapia, cuidado com o emocional e, em alguns casos, procedimentos ou cirurgia para a dor. Não se automedique.

Perda de movimento

Pode atingir o ombro, o cotovelo, o punho ou os dedos. Isso limita o trabalho, os hobbies e tarefas simples, como se vestir e comer.

Reabilitação

A reabilitação, feita com fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, é uma parte essencial do tratamento. Ela inclui:

  • exercícios para manter e ganhar força e mobilidade;
  • alongamentos para evitar rigidez nas articulações;
  • órteses (talas) para dar apoio e ajudar na função;
  • treino das tarefas do dia a dia.

Paciência e constância contam muito. Os nervos se regeneram devagar, em geral cerca de 1 mm por dia, e a recuperação pode levar de meses a anos.

A importância da família e dos amigos

Profissional de saúde ajudando paciente a colocar tipoia no braço, apoio na recuperação da lesão do plexo braquial

A recuperação pode ser longa e cansativa para o corpo e para a mente. Ter apoio faz muita diferença. Se você é familiar ou amigo de quem teve a lesão, veja como ajudar:

  • Escute sem julgar e sem repetir o tempo todo "tenha força".
  • Ajude nas tarefas pesadas, mas deixe a pessoa fazer o que consegue. A autonomia ajuda a autoestima.
  • Acompanhe nas consultas e anote as orientações do médico e do fisioterapeuta.
  • Lembre dos exercícios e dos remédios nos horários certos.
  • Cuide de você também. Quem cuida precisa descansar.

E se você é o paciente: aceite ajuda e diga com clareza do que precisa. Pedir apoio faz parte do tratamento.

Dicas práticas para o dia a dia

Pequenos hábitos ajudam a proteger o braço e a aproveitar melhor o tratamento. Converse sempre com seu médico e seu fisioterapeuta antes de começar qualquer exercício ou técnica nova.

1

Proteja o braço

Sem sensibilidade, você pode se machucar sem perceber. Tenha cuidado com água quente, fogão, facas e ferramentas. Use luvas e hidrate a pele.

2

Mexa as articulações todo dia

Com a mão sã ou com ajuda de outra pessoa, movimente ombro, cotovelo, punho e dedos do lado afetado, do jeito que o fisioterapeuta ensinar. Isso evita rigidez.

3

Use tipoia ou órtese com orientação

Elas protegem e dão apoio, mas não devem ficar o dia todo sem indicação, porque imobilizar demais deixa as articulações duras.

4

Treine as tarefas do dia a dia

Escovar os dentes, pegar um copo, abotoar uma camisa. A repetição ensina o cérebro e os músculos a trabalharem juntos.

5

Cuide da dor e da ansiedade

Respiração lenta, relaxamento e sono em dia ajudam. Remédios para dor neuropática precisam de receita médica. Não se automedique.

6

Estimulação elétrica só com indicação

Aparelhos como a TENS podem aliviar a dor em alguns casos. Já a estimulação do músculo só ajuda se ele ainda recebe sinal do nervo. O fisioterapeuta decide se vale para você.

7

Registre a sua evolução

Uma vez por mês, tire fotos e faça vídeos dos movimentos do braço. Isso ajuda o médico a ver o que melhorou.

8

Não falte aos retornos e exames

Consultas e exames, como a eletroneuromiografia, mostram se o nervo está se recuperando e ajudam a decidir o próximo passo.

Quem deve cuidar da lesão do plexo braquial?

Dr. Thomas Marcolini, neurocirurgião que atua em nervos periféricos, sentado em seu consultório

A recuperação depende muito de um diagnóstico correto e feito no tempo certo. Quem cuida da lesão do plexo braquial precisa conhecer bem os nervos periféricos. Esse médico:

  • descobre o tipo e a extensão da lesão, com exame físico e exames como a eletroneuromiografia e a ressonância magnética;
  • indica o melhor momento e o melhor tipo de tratamento, que pode ser fisioterapia, cirurgia ou os dois;
  • orienta a reabilitação e acompanha a sua evolução;
  • ajusta o plano conforme a resposta do seu corpo;
  • apoia você e sua família em toda a jornada.

O tempo importa

Em muitas lesões, a cirurgia para reconstruir os nervos funciona melhor quando é feita nos primeiros meses depois do trauma, porque o músculo perde com o tempo a capacidade de receber o nervo. Por isso, não espere o braço "voltar sozinho". Procure avaliação o quanto antes. Mesmo que o acidente tenha sido há mais tempo, ainda pode haver opções.

Quais cirurgias podem ser indicadas?

A escolha depende do tipo da lesão, do tempo desde o acidente e dos exames. Estas são as técnicas mais usadas:

Neurólise

O cirurgião libera o nervo de cicatrizes que o apertam, quando o nervo ainda está inteiro.

Enxerto de nervo

Um pedacinho de nervo de outra parte do corpo funciona como ponte para unir as pontas do nervo lesionado.

Transferência de nervo

Um nervo saudável, de função menos importante, é ligado ao nervo de um músculo paralisado para devolver o movimento a ele.

Transferência de músculo ou tendão

Quando não dá mais para reconstruir o nervo, um músculo ou tendão pode ser realocado para devolver movimentos como dobrar o cotovelo ou fechar a mão.

Também existem tratamentos e cirurgias voltados para a dor. Nem todo caso precisa de cirurgia e os resultados variam de pessoa para pessoa. Só a avaliação médica mostra o que faz sentido para você.

Como o Dr. Thomas Marcolini e a equipe podem ajudar

Dr. Thomas Marcolini e equipe cirúrgica durante cirurgia de nervos periféricos em centro cirúrgico

O Dr. Thomas Marcolini é neurocirurgião que atua em nervos periféricos e atende pessoas com lesão do plexo braquial em Curitiba e em São Paulo, presencialmente ou por teleconsulta. Na consulta, ele e a equipe:

  • avaliam o seu caso com calma e explicam, em palavras simples, o que você tem;
  • indicam o plano de tratamento mais adequado para o seu caso, com ou sem cirurgia;
  • orientam a reabilitação e trabalham junto com fisioterapeutas e outros profissionais;
  • explicam os riscos, os benefícios e o que esperar, sem promessas irreais.

Escolher o profissional certo é um passo importante para a sua recuperação. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp e tire suas dúvidas.

Voltando ao trabalho: como se readequar

Voltar ao trabalho depois de uma lesão do plexo braquial pode exigir adaptações. Veja algumas ideias:

  • Veja o que você ainda faz bem. Reconheça as habilidades que continuam intactas e pense em como usar na sua função ou em uma nova.
  • Invista em qualificação. Cursos e treinamentos abrem novas portas.
  • Converse com a empresa. Ajustes simples no posto de trabalho, como um mouse adaptado ou uma mesa na altura certa, podem manter você na função.
  • Peça apoio profissional. O terapeuta ocupacional e o fisioterapeuta ensinam técnicas e adaptações para o dia a dia.
  • Conheça seus direitos. Dependendo do caso, existem afastamento, readaptação e benefícios previdenciários. Peça orientação ao RH da empresa ou ao INSS.

Você tem muito a oferecer. A lesão muda o caminho, mas não apaga a sua capacidade.

Perguntas frequentes sobre a lesão do plexo braquial

O que causa a lesão do plexo braquial?

As causas mais comuns são acidentes de moto e de carro, quedas, ferimentos por corte ou arma de fogo e, mais raramente, tumores ou cirurgias na região do ombro e do pescoço. O nervo pode ser esticado, comprimido, cortado ou arrancado da medula.

A lesão do plexo braquial tem cura?

Depende do tipo e da gravidade. Muitas pessoas melhoram com o tratamento certo, mas nem toda função volta. A meta é recuperar o máximo de movimento e sensibilidade e controlar a dor. O médico explica o que esperar no seu caso.

Quanto tempo leva a recuperação?

O nervo cresce devagar, cerca de 1 mm por dia. Por isso a recuperação pode levar de meses a anos, com fisioterapia contínua durante todo esse tempo.

Quando a cirurgia é indicada?

Quando há sinais de que o nervo não vai se recuperar sozinho, como lesões abertas, avulsão ou falta de melhora nos primeiros meses. Em muitos casos, quanto antes a avaliação, mais opções existem.

A dor da lesão do plexo braquial passa?

A dor neuropática é comum e pode ser difícil de tratar, principalmente quando o nervo foi arrancado da medula. O tratamento combina medicamentos, reabilitação, apoio emocional e, em alguns casos, procedimentos ou cirurgia. Muitas pessoas melhoram, mas a resposta varia.

A fisioterapia substitui a cirurgia?

Não. A fisioterapia é essencial em todos os casos, mas não reconstrói um nervo cortado ou arrancado. Os dois tratamentos se completam.

Como agendar uma consulta com o Dr. Thomas Marcolini?

Pelo WhatsApp (41) 99995-4201. O atendimento é presencial em Curitiba e em São Paulo, ou por teleconsulta.

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Fale com a equipe do Dr. Thomas Marcolini pelo WhatsApp e agende a sua avaliação. O atendimento é presencial em Curitiba e em São Paulo, ou por teleconsulta.

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Aviso importante

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Não use estas informações para se diagnosticar ou se tratar sozinho. Cada lesão do plexo braquial é única e precisa ser avaliada por um médico. Texto atualizado em outubro de 2026.

Fontes consultadas (PubMed)

  • Shin AY, Spinner RJ, Steinmann SP, Bishop AT. Adult traumatic brachial plexus injuries. J Am Acad Orthop Surg. 2005;13(6):382-396. doi:10.5435/00124635-200510000-00003
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  • Brito S, et al. Effective long-term management of brachial plexus injury following surgery: what is needed from hand therapists' perspectives. J Hand Ther. 2022;35(2):267-274. doi:10.1016/j.jht.2022.01.006

Dr. Thomas Marcolini

Neurocirurgião que atua em nervos periféricos

CRM/PR 33811 · RQE/PR 26510
CRM/SP 241641 · RQE/SP 113003

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